ah... posso chamar de 'liberdade poética' continuar usando o português que eu aprendi na escola? tenho apego com alguns hífens e acentos. :)
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

I saw the Sign

Tava esperando pra hoje uma boa notícia. Um negócio que já não depende muito de mim, depende de sorte, alguma conjunção astral, sei lá.
Acordei bem antes do despertador (tá ansiosa né amiga?) e, antes que os olhos acostumassem com a claridade, ouvi água jorrando. A caixa acoplada da privada enlouqueceu!
Ágil, tirei a tampa e puxei a bóia para que a água parasse. Putz.
Comecei meu dia assim, descabelada, agarrada à bóia da privada, cercada de água por todos os lados. PQP! A Guarapiranga se esvaindo pelo chão do meu banheiro. E eu que odeio rodo. Foda-se vou deixar assim. A faxineira vem amanhã. Mas e a bóia? o porteiro-handyman não trabalha mais no prédio, aviso no escritório que não vou pq estou presa à privada, indefinidamente?
Alguns minutos alí pensando, acordando ainda, e... ai, Diós! é um sinal! é um sinaaal! Olha como tá começando esse dia! Só pode dar merda! nada vai acontecer... tá tudo errado. (drama?)
O tempo passando, cachorro pedindo comida, meu estomago pedindo comida.. e eu ali, desistida da vida, assistindo o carpete molhar.
Deve existir uma força que vem da resignação, um 'vamo-que-vamo-então', porque, engenheiramente, improvisei um pauzinho de fazer unha como trava pra bóia e fui até o interfone me lamuriar com o porteiro. Aquele rapaz não trabalha mais aqui e a descarga tá louca e.. Dona Melissa, por sorte ele tá entrando na prédio neste minuto, vou falar pra ele subir aí.
Ufa. Não só resolveu como trocou a lâmpada da varanda. Tudo pela engraçada quantia de "um cafézinho" que no caso é "tudo o que eu tenho de dinheiro vivo na carteira, moço...pode ser?"
Segue o dia, o ritual. Comida pra quem é de comida, ração pra quem é de ração, desinfetante na varanda do cachorro, banho... Putz, que sorte o cara estar aqui bem na hora...
Eita! Sinal! só pode ser um sinaal. Aaah, que dia de sorte! ;)
Não?
Tô aqui ó.. fingers crossed.. só esperando a boa notícia
Eu não digo que ser menina é aflitivo, mas é divertido?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

High expectation

Expectativa é uma merda, não é?

A gente costuma pensar na expectativa como caminho certo para ansiedade e frustração. Se animar demais antes mesmo da coisa em si acontecer.. não pode!

No expectations, be cool and blasè.

Sorry, não consigo.

As vezes parece mesmo mais facil, mais leve e sem stress quando não se espera nada, deixa espaço pra surpresa.

Se bem que, surpreendido a gente vai ser de qualquer jeito, pro bem ou pro mal. E tem um certo prazer extra quando a realidade corresponde ao imaginado.

Tava lembrando esses dias de uma situação recente que, definitivamente, não teve o desfecho que eu imaginava. Frustrante? sim, a ponto até de perder um pouco o chão.

Mas sabe que hoje eu vejo que o 'pré-coisa' - a expectativa, a imaginação, o ensaio - foi uma parte bem boa da história toda, e que não deixa de ter sido vivida. Combinado ao inesperado da realidade, daquilo que não dependia de mim, faz disso tudo uma lembrança boa, apesar do final.

Bom, essa teoria pode ser só mais uma teimosia minha, um jeito de justificar que eu vou continuar sonhando e imaginando coisas. E quebrando a cara.

"O deleite imaginado é muito maior que o gozado, embora nos verdadeiros gostos deva ser o contrário." (Miguel de Cervantes em 'Conversa de Cães')

Vamos combinar que deleite é bom de todo o jeito ;)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

home

(ou Orquídeas voltam a florir )

Na minha casa quase nunca tem flores frescas.
Embora eu ache que elas são praticamente 'felicidade instantânea'. (amo!)
Acho que eu fico com medo de não saber cuidar direito e fico triste quando elas morrem e tem que partir.
Ou talvez não queira/saiba ter trabalho com outro ser vivo que não seja eu.
Ou esteja, apenas, sendo um pouco negligente com algo que pode me fazer bem.

Na minha casa tem um jogo de copos bonito na cozinha, mas as vezes eu fico com dó ( ou apego, ou cacoete-de-pobre) de jogar fora um copo de requeijão.
Mesmo achando que a vida é melhor sem copos de requeijão, tem um ou outro lá misturado que eu acabo até usando.

Uma casa, as vezes, é perfeita pra nossa vida durante um certo tempo, mas uma hora pode começar a não se encaixar.
Daí, ou a gente se muda dela ou a gente bota tudo abaixo e encara a bagunça que a reforma traz pra deixar ela linda e com sentido pra gente de novo.

Hoje eu fiquei pensando que viver é como ter uma casa. Que a nossa vida não deixa de ser a nossa casa.
Eu não sei se a metáfora funciona muito bem mas as vezes não dá pra arrumar tudo de uma vez. As vezes a gente sabe como gostaria que ela fosse, mas não consegue fazer. As vezes ela parece em ordem, mas na verdade só está uma coisa em cima da outra. Ou tá aquele caos que só a gente consegue se achar.
Ó, até com certo conhecimento profissional ( rs..) eu posso dizer que não adianta só projeto, planilha, orçamento e prazos em dia, a casa mesmo se faz com o tempo, vivendo, um dia depois do outro. De repente um canto que sempre pareceu ok, começa a precisar de um pouco mais de cor. As vezes é simples assim, como comprar uma almofada nova ou uma lata de tinta. As vezes nem tanto.
É a vida.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

receita anti dedo podre?

Todo mundo tem seus padrõezinhos de comportamento. Maneiras de criar a alegria e o drama nosso de cada dia.
Um auto-boicotezinho aqui, uma má escolha recorrente acolá. Um dedo-podre mais capaz de detectar um 'bom' canalha do que os radares da FAB...
Um insight sobre esses padrões, pode custar aaaanos de divã e nem sempre (quase nunca) é garantia de solução. (pelo menos não de uma receita pronta..essas coisas dão uma trabalheira!)
Mas o mais forte é aquele que conhece suas fraquezas. Não tenho pretensões de estar sempre certa e chega a ser reconfortante o fato de conseguir identificar quando estou agindo de acordo com o meu lado mais idiota. ( e como a Sil já disse algumas vezes: o idiota é como a História: se repete, repete, repete...)

Dedo podre é comigo merrmo. Apontou, é traste! Benzadeus, viu?
Vivo repetindo: "Me vê uma faquinha, por favor! pra cortar fora este meu dedo podre, que não me serve pra nada!" Tamanho é o faro pra encrenca desse meu 'lado idiota'.
(Olha que se cortar fora adiantasse mesmo, acho que dava até pra considerar a opção. rs...)
Mas, enquanto a faca não se apresenta como a única e derradeira solução garantida, insight vai, insight vem, fui chegando mais fundo na questão: Esse dedo podre tem Daddy issues written all over it! *
Eu sei que tem gente que acha arrogante definir conceitos com termos em inglês, até busquei Google afora, mas nossa língua não tem mesmo um termo equivalente. Sorry.
Na definição mais literal, Daddy issues seriam os padrões de comportamento gerados por uma relação pouco (ou zero) satisfatória da garota com a figura paterna. O que a levaria, na vida adulta, a buscar compensar esse vazio na auto estima nos relacionamentos amorosos. love me-love me-love me!
Cagada na certa.

Apesar de Freud já ter alertado, eu sempre me surpreendo com o poder do pai e da mãe sobre os adultos que nos tornamos. Bela bomba criar um filho psicologicamente Ok, né? que medo.
No passeio pelo Google, achei um blog ( mais um pra seguir...) com um post incrível sobre D.I.
A moça, deliciosamente irônica, diz: "Papais, se vcs rejeitarem suas filhas, elas se tornarão capachos carentes ou piranhas auto destrutivas"
Ô-ow.
Mas propõe uma solução muito criativa pras mocinhas ( e mocinhos, porque não?) com vestígio de carência ou necessidade de aprovação, afirmação ou elogio: Um 1-800-MY-DADDY (sensacional!) Um serviço que ofereceria uma variedade de vozes de pais, e o pai escolhido te elogiaria por até 5 minutos. Assim, sempre que sentisse o impulso de ligar pr'aquele canalha que já se provou incapaz de intimidade, fidelidade, etc.... O nice daddy dirá que vc é um gênio e , mesmo assim tão magriiinha, vc é tão linda que poderia ser Miss America! ( vale a pena ler o post todo, é ótimo. aqui)

Eu conheço bastante gente que ia querer o plano mensal. Eu, inclusive. Porque reforço na auto estima nunca é demais.

* Veja bem, eu não sou psicologa, embora viva cerdade de. Essa é apenas mais uma das minhas viagens analíticas. Mas eu boto-uma-fé: make sense, gentê!
Nas minhas pesquisas, descobri que até a Guerra do Iraque se atribui aos daddy issues do Bush, de querer ser um líder como o George-pai, que lutou na guerra e tals. E no cinema tb, vááárias alusões ao D.I.

We are only humans. Tudo que a gente quer é ser amado e reconhecido, no final das contas. Não é?

segunda-feira, 11 de maio de 2009

o mundo de covinhas

Nesse final de semana eu conheci umas crianças, daquelas que fazem a gente acreditar que ter filho não é assim uma empreitada tão absurda.
Umas mini pessoinhas, que cumprimentam estranhos com abraços e sorriem revelando covinhas de esmagar qualquer coração. (só me falta gostarem de brócolis!)
Eu sempre dou um jeito de perguntar pra mãe qual é a receita. Essa me disse: - Não tem segredo, é treinamento.
( a mulher é uma fofa, ídola, serena e tem toda a razão. Aliás, eu acho que esses filhos dela, com essas covinhas, vão dominar o mundo!)
Tudo bem que tem que ser um ser superior, muito zen, paciencia-de-jó mesmo, pra manter a consistência desse treinamento no dia a dia, quando o bicho pega. ( né? )
Mas não tem muita saída, o que a gente ouve e vê repetidamente na infância, vai ser a base do que a gente é, adulto. Por isso eu fico tão encantada quando vejo uma criança sendo bem criada, com cuidado ( acho que é menos comum do que deveria) Eu não conseguia tirar os olhos ( mãe das covinhas: ídola!)

Das coisas que eu passei a vida ouvindo, uma das que mais modelou o meu cerebrinho de criança foi uma teoria sobre identificarmos no outro apenas ( ou principalmente ) o que temos em nós, mesmo que inconscientemente.
A idéia é: quando vc aponta um defeito em alguém, tem 3 dedos apontando de volta pra vc.
ó, que gracinha:
Pode ser um exercício chato, porque não é legal admitir nossos defeitos, mas é interessante perceber que aquilo que nos incomoda ou chama nossa atençao, tem uma razão para tal. Não estou dizendo que eu consiga sempre. Na verdade, quase nunca.
O que eu fiz, foi expandir essa teoria para o modo como eu vejo o mundo, ou como eu quero que ele seja. O meu mundo TEM que ser mais ou menos parecido comigo.
É obvio que ele tem coisas ruins, mas se eu focar minhas atenções para o mundo-cão, eu sinto que isso vai me afetar de alguma maneira ( até 3 vezes mais, são 3 dedos de volta pra mim, não são? rs..)

terça-feira, 14 de abril de 2009

Girls will be girls

Cruzaram olhares na escada rolante de um shopping. Ele olhou pra ela.
Ele comprou refil de café marroquino na Nespresso.
Ela casou com ele, viajou em lua de mel pra algum país do leste europeu e escolheu pintar a parede da sala de berinjela, porque combinava com o sofá vinho de veludo que herdaram da avó dele.

Não são só dois jeitos de ver a mesma coisa? Why so scared?
Eu gosto de ser menina, é um pouco aflitivo, mas é legal!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Filosofia de mercado

( post colaborativo women glow + ia vinha , é uma "quote" de nós mesmas, que a gente fica muuuito filosófica depois de um muffin com frappuccino )

Sorte da mulher que tem gosto caro pra homens e barato pra sapatos.

Rá!

Na verdade mêishmo, pra homens, eu tô com o Miel, não dá pra seguir tendências ( olha esse post aqui, que sweetie!)
Mas, pra sapatos, mãããno!, 300 paus numa sapatilha? Deus, leva daqui esse meu gosto sofisticado que só me faz sofrer.
(táááá meu bem?!)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Pode vir

"Former chubby girls are made of steel and Splenda. We survive."
frase da personagem da Kate Hudson, no filme Bride Wars

Kate, amiga, eu não sei do seu passado, mas nós ( er,..nós? former? ah..ok.) somos blindadas mesmo!

quinta-feira, 26 de março de 2009

vanguarda

Ela é magrela (eu chuto manequim 38). Modernete, calça Diesel, formadora de opinião.
Uns 40 e poucos anos com o corpinho que eu não tinha aos 20!
A que preço? almoça, religiosamente, 03 folhas de alface, 01 fatia de tomate, 01 peito de frango grelhado, 1/2 clara de ovo.
E malha, spinning and shit-and-stuff. ( todo mundo sabe o preço.)
Eis que, na volta do meu almoço, com prato cheio e sobremesa:

secretária: - Melissa, fulano do RJ ligou, eu disse que vc tava almoçando...
( esse fulano é cheio de graça, fez alguma piada do tipo: 'não pode almoçar todo dia se não vai ficar gordjenha')
eu: - fala pra ele que aqui não é o Rio de Janeiro!
a magrela: - haha! Mas Mélis, Gordinha tá na moda!
eu: HAHAHAHA!
a magrela: (séria) - Vc não sabia? não reparou? Olha como eu tô gordjeeenha...
(deve estar manequim 38,5)
eu: (morrendo de rir) - finalmente a moda me alcançou!

Hahaha..tipo...Fatty is the new black. F-o-f-a!

Olha... eu não sei se é realmente uma tendência, uma onda fashion. Mas que é legal se libertar da ditadura, isso é.
Ninguém, veja bem: NEEEIIINNNGUÉM, é feliz gordo, com coxas de gelatina, não cabendo na roupa que quer. Pode ser bem humorado, engraçadinho, mas não é feliz. Ok? é desconfortável... não é legal. trust me.
Mas eu conheço gente magrela, manequim infantil, que vive numa privação de dar dó. Me chamem de louca, mas eu vejo amargura nos sorrisos, sabe? ( tô parecendo aquelas nonas italianas agora!) e, gentê, o corpo, sem reservas, vai ficar doente por qualquer coisa, qualquer ventinho te derruba! Sorry.
Não sei se vem com a idade ou se precisa ser influência da mídia, pensar que uma dobrinha de carne sobrando na calça Diesel não é o fim do mundo. E que não aceitar um alpino a tarde no meio da semana é um preço muito alto a se pagar para que isso não aconteça.
Eu acho que ser magro é lindo, maravilhoso. Mas a vida é muito mais do que a gente vê, é o prazer que a gente tira dela.
( do alpino e do nosso corpo)
Eu não suporto privações. Can't stand it.
Tô na moda. iéiéié

segunda-feira, 2 de março de 2009

Não tá certo.

Caroline Ribeiro

altura:180 cm
busto:85 cm
cintura:59 cm
quadril:89 cm

(bem ô lá em casinha, né amigOs?)



Não se sente a vontade de biquini.
dã!
Eu ia mandar a merda, mas como vou com a cara dela resolvi ouvir o discurso todo ( acho que foi no Superbonita, no gnt) e ela seguiu dizendo que não achava que preenchia bem um bíquini, que sempre tem aquela preocupação de carne demais, carne de menos, coisa que balança (super humana, né?)
Até aí, tava fofa, mas bem que podia ser aquele papinho anoréxico, aquele blebleblé de magra. Aff.
Só que, mostrando que não escolheu só ser linda, ela bem observou que essa cobrança pela perfeição é muito mais perversa aqui no Brasil do que no exterior. Lembrou do episódio da Karolina Kurkova que desfilou de biquini aqui e foi chamada de gorda- obesa e nos Estados Unidos, é uma das Angels-deusas da Victoria Secrets. Percebe?
Me ganhou, amigá!
Agora, se até uma Oliviapalita como essa Caroline fica encanada com curvinhas a mais ou a menos, tá errado, não tá?
Ah...são os padrões... whathafuck, minha gente? Não tá certo.
Essa tecla da imagem, da cobrança, é mais uma daquelas que a gente quase desiste...é um conceito arraigado...mais fácil se conformar que é assim mesmo, é o padrão de beleza, c'est la vie...
Na-na-não! Eu sigo insistindo, porque sou uma believer e a mudança tem que vir de algum lugar!
Tá tão óbvio... a gente vai na praia e vê tanta gente normal, com formas e curvas e cores e vidas e histórias.
E nas lojas tem mini-roupas, e nas revistas tem photoshop. Hello-ow!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

domenico-de-masi_ando

A-rrá! contra fatos científicos não há argumentos! vejam só que fofura essa pesquisa:

Trabalhar demais aumenta risco de demência, diz estudo
Uma pesquisa liderada por cientistas finlandeses sugere que excesso de trabalho pode aumentar o risco de declínio mental e, possivelmente, de demência.
(continue lendo)


I knew it! Não podia ser saudável.

Eu sempre esperneei contra essa cobrança de sermos alguma coisa somente enquanto profissionais de sucesso, produtivos, incansáveis empreendedores. aff... Isso não é ser!

Até que um dia o meu sábio terapeuta me disse que o trabalho não é um fim, é um meio. Fofiiinho! me libertou de toda essa pendenga... trabalho só pra sustentar todas as coisas que realmente valem na vida! ah..assim, sim!

*Ah.. Domenico de Masi é aquele sociólogo italiano que escreveu sobre Ócio Criativo, sabe?
ÍDOLO!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O fim da picada (ainda picando)

Já tá no blog do Miel e no da Sil, mas tem que estar em todos os lugares...


Eu já tinha visto uma experiência semelhante no Child of our times (o genial Crianças do Milênio que passou na GNT), e sou muito observadora desse massacre de auto-estima na vida real. Só que é um assunto que me deixa com tanta raiva, que eu não consigo nem escrever. Como disse o Miel, a gente fica sem saber a quem culpar.
ME PARALISA, EMBRULHA MEU ESTÔMAGO E ME DÁ VONTADE DE GRITAR!
Faça uma criança dessas se sentir diminuída, ou questionar a sua beleza, na minha frente pra vc ver!
Desculpa, não tô conseguindo mesmo escrever numa boa, depois eu volto.

** UPDATE**
ainda tô puta!
querendo botar fogo em barbies loira'guadas!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

dor elegante

(Itamar Assumpção e Paulo Leminski)
Um homem com uma dor
É muito mais elegante
Caminha assim de lado
Com se chegando atrasado
Chegasse mais adiante
Carrega o peso da dor
Como se portasse medalhas
Uma coroa, um milhão de dólares
Ou coisa que os valha
Ópios, edens, analgésicos
Não me toquem nesse dor
Ela é tudo o que me sobra
Sofrer vai ser a minha última obra

Eu era uma desgraça nas matérias de humanas. Quanto mais teoria, pior. (Não me orgulho disso. Pelo contrário, corro hoje para recuperar o tempo perdido, eu vivo cer-ca-da de gente inteligente!)
As aulas de literatura, provavelmente eu passei desenhando menininhas na contracapa das apostilas, mas lembro que vários dos bons escritores morreram tuberculosos, aquela doença dos pulmões. Pra quem não é versado em psicossomática como eu, pulmão se relaciona com tristeza tá? logo...
Tristes! esses fingidores da dor que deveras sentem,né?

Preciso assistir mais umas vezes pra decorar direitinho, mas no filme Romance, o personagem do Wagner Moura, falava algo sobre o amor romântico só ser essa coisa incrível que é, por ser impossível, ou por causa dos obstáculos. Algum pensamento nessa linha... do sofrimento produzindo beleza.

Sabe que eu não gosto muito de sofrimento levando a coisas, mas até faz sentido. Algum sentido.
As vezes, ( veja bem, as vezes ) a felicidade é "morninha", a gente fica confortável, curtindo, nem criar a gente quer...
E em alguns casos, seria melhor mesmo não fazê-lo, vide:
Que vida boa! Sapo caiu na lagoa..
(Victor e Leo - nada contra, mas isso é o cúmulo da criação sob efeito de felicidade morna)

Não é?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Uns fofos?

E então, ontem a Oprah foi sobre 'Porque os homens traem'
tsã.
E o tal do especialista, que conversou com um monte de infiéis conclui que: " 92% percent of men said it wasn't primarily about the sex. The majority said it was an emotional disconnection, specifically a sense of feeling underappreciated. A lack of thoughtful gestures. "

Olha... eu acho que preferia a explicação de que " era só sexo, meu bem..." ( na verdade, eu preferia nenhuma traição, love forever iê-iê-iê )
Dizer que eles são seres muito emocionais e se ressentem da falta de atenção e cuidado que nós, bruxas, dedicamos ao relacionamento? Não sei não...
Pior que, nos últimos tempos, ouví esse tipo de explicação de várias fontes, culminando com o especialista da Oprah. Eles estão roubando a nossa explicação! Essa é a visão feminina, não é não?

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Mais uma de rigidez

Tem um programa na tv a cabo que dá um banho de loja em alguém indicado por seus amigos/familiares como necessitado de um upgrade imagético.
Nem é o meu programa preferido do gênero ( é o What Not to Wear americano - e americano tem um gosto estranho, os próprios apresentadores são meio cafonas, mas enfim...)
Os indicados, depois de terem seus "estilos" devidamente espinafrados publicamente diante de câmeras e um espelho de 360º, recebem dicas do que lhes cai melhor e 5 mil dólares pra gastar em lojas de NY (entendeu agora porque eu assisto?)
No final da maratona de compras, depois de entender melhor suas proporções e melhorar sua relação com as compras ( tem umas figuras que têm pânico de compras, só compram roupas online, ou herdam coisa velha dos parentes), eles vão para as mão do Nick Arrojo ( adóóro esse nome! que arrojo!) um cabelereiro estrelado, que faz verdadeiros milagres com aquelas aparências mal-cuidadas. E, finalmente, recebem uma aula de maquiagem com a Carmindy.
Ontem, peguei no meio um episódio onde uma babá se auto-nomeou para o programa (!!) Uma jovem grandalhona de 1,85m de pura beleza escondida. Olhos claros, sobrancelha cabeluda, cabelos loiros virgens infinitos-fio-reto-sem-graça. Só comprava roupa online, conformada que nada servia nunca mesmo, manga curta, calça pula-brejo. Oh poor. A fulana tinha uma amargura intrínseca, tadinha!
Foi dureza, um trabalho de psicologia mesmo, convencê-la a experimentar roupas na lojas, aceitar suas proporções, etc... (pensa que moda é coisa superficial? tolinhos!)

Mas eu estava ansiosa mesmo era pela transformação do Arrojo.
Cara...
Não é que a amargona se re-cu-sou a cortar um milímetro daquele cabelo de madalenarrependida?! Ele tentou, foi meigo, mostrou um clipezinho com outras participantes com o mesmo apego à cabeleira e o sucesso do resultado.
Nada. Rígida. Stiff as... as hell.
Ele voltou para o camarim derrotado, desperdiçado.
Carmindy foi lá, fez uma maquiagem da qual miss-bitterness desdenhou.
Terminou o programa com suas roupinhas novas, um pouco menos 'mal-ajambradas' que antes, mas nada de mais.

E eu fiquei muito chocada. Ela mesma tinha se indicado para o programa. E não se permitiu?
é como diz a Sil: Não guenta, não vem.
Eu mesma já fui mais rígida nessa vida ( e olha que eu acho isso muito feio, até mais feio do que burrice!) , espero não ter chegado ao patamar dessa imbecil, porque a rigidez faz a gente perder muito. Dio Santo!
Você, my friend, se me encontrar sendo rígida por aí, pode me dar um safanão! ( hahaha, safanão é 'de suéter', não é?)

Monkey Business

É legal ser atendido por um jovem sorridente e bem treinadinho! É legal ter mil opções pra combinar café, mocha, chá, gordolices, gororobas! É legal tomar a mesma bebida que, sei lá, a britneyspears ( estar no mapa das über redes de consumo..venha H&M, venha GAP, venha IKEA! come to mamma! )
Mas, prestenção:
Tem lá uma bebida que é um chá específico batido no liquidificador com gelo, parecendo uma raspadinha. Tá em falta.
Na minha mente brasileira, se tem chá e tem liquidificador e tem gelo, podia bater e satisfazer a cliente. Correto?
NOPE!
-chá, só com gelo, senhora.
-não pode ser batido?
-não, só com gelo inteiro mesmo, senhooora.


Rigidez dos infernos!
Estrangeiro tem muito disso! MACACO. ( rá! quem diria que tem mais lá do que aqui? hã?)
(E as pessoas me olham assustadérrimas pensando merda. Não é nada disso. É que, se é pra não ter jogo de cintura at all, podia muito bem colocar um animal treinado pra fazer o trabalho)
Nessas horas vai bem um treinamento mais brazuca, esse 'se-virê' que a gente tem entranhado na alma.
- Bate o chá ali pra dona no liquidificador de mocha mesmo... lavô tá novo.
E fica todo mundo feliz pagando 10 reais num copo de chá.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

ninguém merece ser feliz

Outro dia, a Mônica Waldvogel (amo. queria ser ela, sem tirar nem por!) propôs como tema para discussão no Saia Justa a seguinte frase:
Felicidade não é bem que se mereça.
Era de um artigo que ela tinha lido, baseado no pensamento do filósofo italiano Giorgio Agamben, de que a felicidade não é fruto de merecimento ou esforço.
“ É uma desgraça sermos amados por uma mulher porque o merecemos! E como é chata a felicidade que é prêmio ou recompensa por um trabalho bem feito!”
E digo mais: que chatice 'ter que' agir dessa ou daquela maneira. Aliás, diante de que juiz?
A gente tem isso bem forte na nossa cultura né? de só achar bonito e válido o que foi conquistado com sofrimento. Suoooor. Resquícios da nossa formação católica, eu acho.
Eu, hein? que Deus é esse? que gosta de miséria poeirenta?
Vem fácil? tá ótimo. Vem grátis? melhor ainda! Pra quê sofrimento desnecessário? Dinheiro, prazer, abundância...também são coisinhas de deus, não são?
Em algum momento, o Agamben diz que a felicidade se dá no acaso, no encontro, na surpresa, que ela foge à consciência, que ela é uma magia.
Believer, né gente? Eu gosto de magia. Não a do harry potter, a magia dos momentos mesmo. Aqueles em que a gente quer respirar mais fundo na tentativa de prolongar a sensação boa. Aqueles em que...Caramba!rs...

Gostei desse Agamben. Me senti super acolhida de ter alguém no mundo pensante trabalhando em cima de uma idéia que sempre fez mais sentido pra mim. Obviamente, o pensamento dele é bem mais amplo do que expus aqui, pra variar eu peguei o que me convinha e ainda 'romantizei' um bocadinho. uuups.

E a tal frase, 'felicidade não é bem que se mereça', total candidata a tatto que diz coisa.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

In beauty we trust

Nessas de almoçar em casa ( é uma dádiva, eu sei!), entre esquentar a barriga no fogão, comer e esfriar na pia, ouço uns flashs inteligeitor-globonews/gnt ( programação do meio do dia é a melhor, porque tudo o que a gente não pode ter é mais gostoso, não é mesmo?)
Aprendizado sem fim...
Descobri, por exemplo, naquele programa da Maria Beltrão na Globo News, enquanto eles confabulavam sobre a relação do facelifting da Dilma Rousseff com as próximas eleições, que a coisa da aparência em política, é mais séria do que eu imaginava. Que, quem ouvia os debates do Kennedy pelo rádio apontava empate com o outro candidato, já 80% dos que o viam pela tv davam como certa sua vitória, tamanho o charme daquele topete.
E até o Lula só emplacou depois de dar uma garibada no look angry-metalúrgico.
Ou seja, conformemo-nos, em política, como na vida, um bom discurso e conteúdo vão bem, mas aparência conta bastante, viu? ( pra não dizer que é fundamental. hunf.)
E aí? vai na Dilminha?
tá gateeenha!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

farsantes errantes

- mas aí... eles vão descobrir que eu sou uma farsa!
- e não somos todos?
desde que saímos das fraldas.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Epifania*

O amigo-inteligente-das-tattoos-increíbles** tem uma que diz que a beleza está nos olhos de quem vê.
Na verdade: Beauty is in the eye of the beholder.
Morri.
(Afora achar 'beholder' uma palavra com uma bossa assim meio shakesperiana, a frase é ótchema!)

E daí que eu me peguei pensando esses dias (férias do divã, people. sabe como é...) quanta beleza eu estava deixando entrar na minha vida, que espécie de 'beholder' eu seria.
Daqueles que, as vezes, a deixam escapar, por rabugice, distração ou preguiça.
Mas também dos que a vêem onde quase ninguém percebe. E não têm medo de bicho geográfico pelo caminho. ( eu sou orgulhosa das minhas aventuras pelo mundo das feiúras-presumidas)
Só que, se tudo depende da nossa predisposição em entender a estética- ou a magia- do que se apresenta diante de nós, deixar de olhar com olhos, pelo menos, curiosos é desperdício de vida e de mundo, não é?

A AmeliePoulain dos amigos-inteligentes - ela que, na melhor das descrições é uma personagem de filme francês, tão incrível que a gente sabe que não existe. né, Giacca? - é uma querida que vive achando tudo e todo mundo lindo. Nunca vi ver tanta beleza!
Foi com a convivência mais próxima que eu comecei a me cobrar essa 'doçura no olhar'. Me impus a tarefa-terapêutica de viajar melhor, conviver melhor, usufruir melhor.
Ainda tenho um longo caminho...que a rabugice é uma coisa entranhada na pessoa, sabe?
(quem não conhece o meu mau humor dos infernos? os irritos? a intolerância-monstro? coisa meiga...)

Ah, esse pessoal... such an inspiration, não é mesmo?

Essa conversa, e o sol de rachar lá fora, me fizeram pensar numa outra coisa ( recorrente nesse blog, rs...):
Eu quero ver o mar. Agora.
O mar zera nossas retinas. E fica tudo lindo.

* do Houaiss: ... -3 manifestação ou percepção da natureza ou do significado essencial de uma coisa. -3.1 apreensão intuitiva da realidade por meio de algo geralmente simples e inesperado (como um lugar-comum ou uma pessoa vulgar)

** pra quem gosta de tatuagens que dizem coisas, dá quase pra desistir de se tatuar. Ele já fez as melhores.