Fools and fanatics are always certain of themselves, but wiser people are full of doubts
o blog é o mesmo. eu sou mais ou menos a mesma. e só que o nome antigo já não me dizia muita coisa. quem sabe o novo nome traz mais inspiração, que eu tô com saudade de mim aqui.
ah... posso chamar de 'liberdade poética' continuar usando o português que eu aprendi na escola? tenho apego com alguns hífens e acentos. :)
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quinta-feira, 17 de junho de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Clariiiice, minha nêga
"E eu não passo de uma promessa. Mas sou estrela. Sinto que sou estrela. Espatifada. Sou caco de vidro no chão"
sexta-feira, 5 de março de 2010
vocação
The work you do while you procrastinate is probably the work you should be doing for the rest of your life. — Jessica Hische
Qto será que me pagam pra ficar de blog em blog de gente inteligente e de coisas bonitas?
Qto será que me pagam pra ficar de blog em blog de gente inteligente e de coisas bonitas?
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
O melhor escolhedor-de-palavras EVER *
"Fragmentos disso que chamamos de "minha vida".
Há alguns anos. Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.
Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida". De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.
Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.
Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector "Tentação" na cabeça estonteada de encanto: "Mas ambos estavam comprometidos.
Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.
Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. "
* Caio Fernando Abreu
Não parece que tá dentro da cabeça da gente, o danado?
Tô obcecada.
Há alguns anos. Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.
Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida". De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.
Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.
Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector "Tentação" na cabeça estonteada de encanto: "Mas ambos estavam comprometidos.
Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.
Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. "
* Caio Fernando Abreu
Não parece que tá dentro da cabeça da gente, o danado?
Tô obcecada.
terça-feira, 26 de maio de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Filosofia de mercado
( post colaborativo women glow + ia vinha , é uma "quote" de nós mesmas, que a gente fica muuuito filosófica depois de um muffin com frappuccino )
Sorte da mulher que tem gosto caro pra homens e barato pra sapatos.
Rá!
Na verdade mêishmo, pra homens, eu tô com o Miel, não dá pra seguir tendências ( olha esse post aqui, que sweetie!)
Mas, pra sapatos, mãããno!, 300 paus numa sapatilha? Deus, leva daqui esse meu gosto sofisticado que só me faz sofrer.
(táááá meu bem?!)
Sorte da mulher que tem gosto caro pra homens e barato pra sapatos.
Rá!
Na verdade mêishmo, pra homens, eu tô com o Miel, não dá pra seguir tendências ( olha esse post aqui, que sweetie!)
Mas, pra sapatos, mãããno!, 300 paus numa sapatilha? Deus, leva daqui esse meu gosto sofisticado que só me faz sofrer.
(táááá meu bem?!)
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Pode vir
"Former chubby girls are made of steel and Splenda. We survive."
frase da personagem da Kate Hudson, no filme Bride Wars
Kate, amiga, eu não sei do seu passado, mas nós ( er,..nós? former? ah..ok.) somos blindadas mesmo!
frase da personagem da Kate Hudson, no filme Bride Wars
Kate, amiga, eu não sei do seu passado, mas nós ( er,..nós? former? ah..ok.) somos blindadas mesmo!
quinta-feira, 26 de março de 2009
não provoque
- então, fulana, críticas podem ser construtivas, podem nos fazer crescer... you know?
- yeah,yeah...I'm a GIANT!
( cabelereira Nekisa do reality show de cabelereiros Shear Genius do People and Arts, dando uma banana pros jurados )
- yeah,yeah...I'm a GIANT!
( cabelereira Nekisa do reality show de cabelereiros Shear Genius do People and Arts, dando uma banana pros jurados )
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
brisez mon coeur
(do francês: esmaguê o meu coração)
Quando eu tinha dez anos, meu pai e eu fomos a Paris(...). Ficamos em um hotel bacana, e ele disse que eu podia comer o que eu quisesse no café da manhã (batata frita). Fomos ao museu Pompidou, à Torre Eiffel e ao Museu do Louvre. Foi maravilhoso. No avião de volta para Londres, meu pai me perguntou se eu sabia o motivo de viajarmos, só eu e ele, para um fim de semana em Paris. Eu disse não. Ele disse: "Eu queria que você visse Paris, pela primeira vez, com um homem que vai te amar para sempre, incondicionalmente." Gwyneth Paltrow
Li nesse blog e morri.
'Invejinha-preta' da sensibilidade desse pai.
( assim se constróem memórias, assim se constrói auto estima... Farda Pretíssima o Sr. Paltrow)
Quando eu tinha dez anos, meu pai e eu fomos a Paris(...). Ficamos em um hotel bacana, e ele disse que eu podia comer o que eu quisesse no café da manhã (batata frita). Fomos ao museu Pompidou, à Torre Eiffel e ao Museu do Louvre. Foi maravilhoso. No avião de volta para Londres, meu pai me perguntou se eu sabia o motivo de viajarmos, só eu e ele, para um fim de semana em Paris. Eu disse não. Ele disse: "Eu queria que você visse Paris, pela primeira vez, com um homem que vai te amar para sempre, incondicionalmente." Gwyneth Paltrow
Li nesse blog e morri.
'Invejinha-preta' da sensibilidade desse pai.
( assim se constróem memórias, assim se constrói auto estima... Farda Pretíssima o Sr. Paltrow)
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
ninguém merece ser feliz
Outro dia, a Mônica Waldvogel (amo. queria ser ela, sem tirar nem por!) propôs como tema para discussão no Saia Justa a seguinte frase:
Felicidade não é bem que se mereça.
Era de um artigo que ela tinha lido, baseado no pensamento do filósofo italiano Giorgio Agamben, de que a felicidade não é fruto de merecimento ou esforço.
“ É uma desgraça sermos amados por uma mulher porque o merecemos! E como é chata a felicidade que é prêmio ou recompensa por um trabalho bem feito!”
E digo mais: que chatice 'ter que' agir dessa ou daquela maneira. Aliás, diante de que juiz?
A gente tem isso bem forte na nossa cultura né? de só achar bonito e válido o que foi conquistado com sofrimento. Suoooor. Resquícios da nossa formação católica, eu acho.
Eu, hein? que Deus é esse? que gosta de miséria poeirenta?
Vem fácil? tá ótimo. Vem grátis? melhor ainda! Pra quê sofrimento desnecessário? Dinheiro, prazer, abundância...também são coisinhas de deus, não são?
Em algum momento, o Agamben diz que a felicidade se dá no acaso, no encontro, na surpresa, que ela foge à consciência, que ela é uma magia.
Believer, né gente? Eu gosto de magia. Não a do harry potter, a magia dos momentos mesmo. Aqueles em que a gente quer respirar mais fundo na tentativa de prolongar a sensação boa. Aqueles em que...Caramba!rs...
Gostei desse Agamben. Me senti super acolhida de ter alguém no mundo pensante trabalhando em cima de uma idéia que sempre fez mais sentido pra mim. Obviamente, o pensamento dele é bem mais amplo do que expus aqui, pra variar eu peguei o que me convinha e ainda 'romantizei' um bocadinho. uuups.
E a tal frase, 'felicidade não é bem que se mereça', total candidata a tatto que diz coisa.
Felicidade não é bem que se mereça.
Era de um artigo que ela tinha lido, baseado no pensamento do filósofo italiano Giorgio Agamben, de que a felicidade não é fruto de merecimento ou esforço.
“ É uma desgraça sermos amados por uma mulher porque o merecemos! E como é chata a felicidade que é prêmio ou recompensa por um trabalho bem feito!”
E digo mais: que chatice 'ter que' agir dessa ou daquela maneira. Aliás, diante de que juiz?
A gente tem isso bem forte na nossa cultura né? de só achar bonito e válido o que foi conquistado com sofrimento. Suoooor. Resquícios da nossa formação católica, eu acho.
Eu, hein? que Deus é esse? que gosta de miséria poeirenta?
Vem fácil? tá ótimo. Vem grátis? melhor ainda! Pra quê sofrimento desnecessário? Dinheiro, prazer, abundância...também são coisinhas de deus, não são?
Em algum momento, o Agamben diz que a felicidade se dá no acaso, no encontro, na surpresa, que ela foge à consciência, que ela é uma magia.
Believer, né gente? Eu gosto de magia. Não a do harry potter, a magia dos momentos mesmo. Aqueles em que a gente quer respirar mais fundo na tentativa de prolongar a sensação boa. Aqueles em que...Caramba!rs...
Gostei desse Agamben. Me senti super acolhida de ter alguém no mundo pensante trabalhando em cima de uma idéia que sempre fez mais sentido pra mim. Obviamente, o pensamento dele é bem mais amplo do que expus aqui, pra variar eu peguei o que me convinha e ainda 'romantizei' um bocadinho. uuups.
E a tal frase, 'felicidade não é bem que se mereça', total candidata a tatto que diz coisa.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
All we need is
FEEDBACK.
(e amor. e chocolate. e abracinho. e conta sem entrar no vermelho. né?)
eu li no Caminho Dourado esse trecho* de Conversas com Woody Allen (Eric Lax - CosacNaify) :
“Na verdade não sei como as pessoas reagiram ao filme, porque faz anos que parei de conferir, mas se gostaram, ótimo. Se não gostaram, não me importa muito, não porque eu seja indiferente ou arrogante, mas porque aprendi tristemente que a aprovação deles não afeta a minha mortalidade. Se faço alguma coisa que sinto que não é muito boa e o público aceita, até entusiasmado, isso não atenua em nada minha sensação pessoal de fracasso. Por isso o segredo é trabalhar, se divertir com o processo, não ler a respeito de si mesmo, quando as pessoas estiverem falando de cinema mudar a conversa para esportes, política ou sexo, e continuar suando a camisa. Além do dinheiro - nós somos ultrabem pagos -, as chamadas gratificações são todas vaidade e tomam tempo do trabalho criativo. Mais, elas podem levar a ilusões de grandeza ou sensações errôneas de inferioridade”
Dá?
Isso vem com a madureza? ou é papo-pra-entrevista de gente que fuma com cigarrilha? (super cool, hã?)
*Resolvi postar. Assim, toda vez que eu entrar pra ver se tem algum comentário - feedbaaack! Love me, gentê! - eu releio e repenso essa coisa da busca incessante pelo reconhecimento.
Tss, Blog is the new divã, mesmo...
(e amor. e chocolate. e abracinho. e conta sem entrar no vermelho. né?)
eu li no Caminho Dourado esse trecho* de Conversas com Woody Allen (Eric Lax - CosacNaify) :
“Na verdade não sei como as pessoas reagiram ao filme, porque faz anos que parei de conferir, mas se gostaram, ótimo. Se não gostaram, não me importa muito, não porque eu seja indiferente ou arrogante, mas porque aprendi tristemente que a aprovação deles não afeta a minha mortalidade. Se faço alguma coisa que sinto que não é muito boa e o público aceita, até entusiasmado, isso não atenua em nada minha sensação pessoal de fracasso. Por isso o segredo é trabalhar, se divertir com o processo, não ler a respeito de si mesmo, quando as pessoas estiverem falando de cinema mudar a conversa para esportes, política ou sexo, e continuar suando a camisa. Além do dinheiro - nós somos ultrabem pagos -, as chamadas gratificações são todas vaidade e tomam tempo do trabalho criativo. Mais, elas podem levar a ilusões de grandeza ou sensações errôneas de inferioridade”
Dá?
Isso vem com a madureza? ou é papo-pra-entrevista de gente que fuma com cigarrilha? (super cool, hã?)
*Resolvi postar. Assim, toda vez que eu entrar pra ver se tem algum comentário - feedbaaack! Love me, gentê! - eu releio e repenso essa coisa da busca incessante pelo reconhecimento.
Tss, Blog is the new divã, mesmo...
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Chances
(Mais uma daquelas coisas que me arrepiam e me emocionam. rs... foi o mar, gentê!)
Um pouco no clima do post aí de baixo, mas também num sentido mais... cotidiano, de olhar para algo ou alguém que estou careca de conhecer, e enxergar algo novo (permitir que esse novo apareça, entende?)
Olhar pra mim mesma e me surpreender. ainda.
Chance é, pra mim, um direito, algo que deveria ser sagrado. Não significa que vá dar certo, mas tem que ter a chance de fazer a cagada e a chance de consertar...
Errar é frustrante, ninguém gosta, mas eu confesso que, as vezes, erro um pouco além da conta, só pra exercitar esse meu direito, de ter chances ( rs... louca!)
Me aflige pensar nas coisas como 'oportunidades únicas', eu quero chances! chances!
Eu quero todas as chances do mundo, de poder ser uma pessoa diferente todo dia. Até descobrir quem eu gosto de ser. ( if so...)
E é um baita exercício, deixar de ser tão control freak e dar chance para que as pessoas também possam ser quem elas querem, possam mudar quantas vezes quiserem, e escolham caminhos diferentes daqueles que eu escolheria.
"Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando."
( é do Guimarães Rosa, tem no blog da Iara, dei um jeito de citar até no meu TGI da faculdade de arquitetura - talvez já desconfiando que a gente tenha que ser menos rígido e ver a beleza de não ser sempre o mesmo - que fofa que eu era, né? pensando essas coisas..misturando com arquitetura. Rá! always a believer! )
Um pouco no clima do post aí de baixo, mas também num sentido mais... cotidiano, de olhar para algo ou alguém que estou careca de conhecer, e enxergar algo novo (permitir que esse novo apareça, entende?)
Olhar pra mim mesma e me surpreender. ainda.
Chance é, pra mim, um direito, algo que deveria ser sagrado. Não significa que vá dar certo, mas tem que ter a chance de fazer a cagada e a chance de consertar...
Errar é frustrante, ninguém gosta, mas eu confesso que, as vezes, erro um pouco além da conta, só pra exercitar esse meu direito, de ter chances ( rs... louca!)
Me aflige pensar nas coisas como 'oportunidades únicas', eu quero chances! chances!
Eu quero todas as chances do mundo, de poder ser uma pessoa diferente todo dia. Até descobrir quem eu gosto de ser. ( if so...)
E é um baita exercício, deixar de ser tão control freak e dar chance para que as pessoas também possam ser quem elas querem, possam mudar quantas vezes quiserem, e escolham caminhos diferentes daqueles que eu escolheria.
"Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando."
( é do Guimarães Rosa, tem no blog da Iara, dei um jeito de citar até no meu TGI da faculdade de arquitetura - talvez já desconfiando que a gente tenha que ser menos rígido e ver a beleza de não ser sempre o mesmo - que fofa que eu era, né? pensando essas coisas..misturando com arquitetura. Rá! always a believer! )
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
ai
"A tua presença entra pelos sete buracos da minha cabeça "
(Caetano Veloso - A tua presença morena )
Me Mata.
(Caetano Veloso - A tua presença morena )
Me Mata.
de verdade
ou,
intervenção cirúrgica para cabeças duras como a minha.
"E de súbito compreendi que não existe mulher de verdade. Nem na terra nem no céu. Não existe em lugar algum, aquela. Existem apenas pessoas, e em todas há um grão da verdadeira, e nenhuma delas tem o que do outro nós esperamos e desejamos."
intervenção cirúrgica para cabeças duras como a minha.
"E de súbito compreendi que não existe mulher de verdade. Nem na terra nem no céu. Não existe em lugar algum, aquela. Existem apenas pessoas, e em todas há um grão da verdadeira, e nenhuma delas tem o que do outro nós esperamos e desejamos."
(Sándor Márai no livro 'De verdade')
É, né?
De verdade "sãmos nóizes"!
De verdade é o que a gente vive.
Seja beijando debaixo de chuva a pessoa errada ou chafurdando na lama* com a pessoa certa.
(*) royalties pra Sil
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