ah... posso chamar de 'liberdade poética' continuar usando o português que eu aprendi na escola? tenho apego com alguns hífens e acentos. :)
Mostrando postagens com marcador esmaga meu coração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador esmaga meu coração. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de agosto de 2010

finalzinho

Ele tá naquele finalzinho de vida triste. Não reconhece mais ninguém.
Ruim da cabeça.
Vivia caindo. Quebrou o fêmur. fêmur-o-maior-osso-do-corpo-humano. O dia todo na cama.
Doente do pé.
Já sorria pouco nos últimos tempos e agora lhe perderam a dentadura no vai-e-vem do hospital. Faz idéia de quão mais frágil e sem dignidade a gente parece sem os dentes?
O olhar é vazio, vazio. Parece entregue, esperando...

Eu, absolutamente inexperiente nesse tipo de coisa:
Seu pai reclama? de dor? - não...pouco.
Não tem nada que a gente possa fazer? alguma coisa que ele goste? uma mísera coisa divertida neste restinho de vida dele? - ah, melissa... é cuidar, ir cuidando... como se fosse criança outra vez.

Envelhecer, né? putza merda!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

all we need

Sobre ser sozinha, ela disse que sempre foi
e sempre ficou muito bem assim (consigo mesma)
mas que bem não é feliz
e que ali não tinha se sentido nem um minuto sozinha
por causa dele. Um amigo.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O melhor escolhedor-de-palavras EVER *

"Fragmentos disso que chamamos de "minha vida".
Há alguns anos. Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.
Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida". De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.
Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.
Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector "Tentação" na cabeça estonteada de encanto: "Mas ambos estavam comprometidos.
Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.
Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. "

* Caio Fernando Abreu

Não parece que tá dentro da cabeça da gente, o danado?
Tô obcecada.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

eu vejo o mesmo que você

Eu dizia que vou ao Rio pela primeira vez ( veja só que vergonha! O Rio, lindo, aqui do lado e eu nunca fui. É, pois é.)
Tô com as retinas ansiosas. O Rio, a gente sabe, tem mil maravilhas, é lindo e tal. Eis que na mesa alguém diz algo como: " o que estraga são as favelas..."
E eu: " Magiiina! eu ví umas favelas liiiindas! " :)

Calma! Olha só: Tudo bem que eu gosto de 'outras belezas' mas também não tô tão "mano",nem cabeça de vento, a ponto de enaltecer a vida em situações precárias, sem dignidade (fora a violência, a loucura toda), assim, do nada.
Nem tenho gabarito pra discutir aqui tudo o que envolve a questão estética e social das favelas. E nem é o caso.

Na verdade, esse post é só uma desculpa pra mostrar o trabalho desse cara, numa favela do Rio e em outros lugares de igual 'aridez' mundo afora.
Essa é a tal favela linda que eu vi



É o Morro da Providência, no Rio, com o projeto incriiiiiiível deste fotógrafo francês, JR, que aplicou stickers gigantes com imagens de mulheres heroínas* da própria favela. GÊNIO.
Além do efeito estético, isso reforça uma das coisas mais bonitas que elas têm: o senso de comunidade. Não sei se é a dificuldade, o perrengue, que une mais as pessoas, mas a gente vê mais isso em gente carente do que nos condominios de luxo, não é?
Eu lí aqui, que 'a idéia é retratar personagens que moram em áreas de conflito destacadas pela mídia e tentar mostrar o outro lado.' Um projeto como esse, que valoriza as pessoas, dá um boost na auto estima da comunidade toda, e é um presente tanto pra quem tá dentro quanto pra quem está fora.

ah, sei lá..se eu tô com o coração na retina. mas eu amei. tinha que dividir.

* O projeto se chama "Womem are Heroes", e assistindo a um trailer sobre a etapa africana, eu quase arranquei meu coração fora e mandei via sedex pro tal do JR. Olha só isso:

"We went to see women that had struggled in their lives, that had a lot of trouble. Because life is hard. They all wanted to share their story ( ...) When you hear the story, you're like:"wôw, maybe this person is dying inside" but then, when you ask then to do faces, then you can see life."
MORRI.

quinta-feira, 5 de março de 2009

morri estatelada!

Eu sou uma pessoa de vocabulário rico pra elogios. Faço neologismos, metáforas. ( minhas amigas mais antigas se divertem com isso, e até pensam que é exagero. não é. )
Tem horas que as palavras faltam mesmo.
Olha isso:

Casamento no Copan (é...tô um coraçãozinho mesmo...)
Olha o buquê!
Olha bem de perto o vestido. (é todo bordado inspirado naquele artista Bispo do Rosário)
Olha o sapato! é uma melissa. maravilhosa e..confortááável!
Vai lá ver mais no blog dela.
Tô morta. Coração esmagado, picadinho, carne moída de coração.
é lindo demais, bom gosto demais, estiloso demais.
PS: eu quero!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

brisez mon coeur

(do francês: esmaguê o meu coração)

Quando eu tinha dez anos, meu pai e eu fomos a Paris(...). Ficamos em um hotel bacana, e ele disse que eu podia comer o que eu quisesse no café da manhã (batata frita). Fomos ao museu Pompidou, à Torre Eiffel e ao Museu do Louvre. Foi maravilhoso. No avião de volta para Londres, meu pai me perguntou se eu sabia o motivo de viajarmos, só eu e ele, para um fim de semana em Paris. Eu disse não. Ele disse: "Eu queria que você visse Paris, pela primeira vez, com um homem que vai te amar para sempre, incondicionalmente." Gwyneth Paltrow

Li nesse blog e morri.
'Invejinha-preta' da sensibilidade desse pai.
( assim se constróem memórias, assim se constrói auto estima... Farda Pretíssima o Sr. Paltrow)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O fim da picada (ainda picando)

Já tá no blog do Miel e no da Sil, mas tem que estar em todos os lugares...


Eu já tinha visto uma experiência semelhante no Child of our times (o genial Crianças do Milênio que passou na GNT), e sou muito observadora desse massacre de auto-estima na vida real. Só que é um assunto que me deixa com tanta raiva, que eu não consigo nem escrever. Como disse o Miel, a gente fica sem saber a quem culpar.
ME PARALISA, EMBRULHA MEU ESTÔMAGO E ME DÁ VONTADE DE GRITAR!
Faça uma criança dessas se sentir diminuída, ou questionar a sua beleza, na minha frente pra vc ver!
Desculpa, não tô conseguindo mesmo escrever numa boa, depois eu volto.

** UPDATE**
ainda tô puta!
querendo botar fogo em barbies loira'guadas!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

No meu tempo, eu fui uma mulher muito famosa!*

Eu já disse aqui, que quando eu faço indicações musicais eu não me baseio em critérios paupáveis.
Mesmo quando é um artista que eu gosto há tempos, acompanho e tal, normalmente eu sei pouco da vida do cara. Eu só sei que eu gosto. ( shame on me, um pouco, mas enfim...)

É o caso da Tracy Chapman, que eu acabei citando no post alí embaixo e me deu saudades.
Fui procurar alguma coisa dela pra baixar e dei de cara com um cd novo. Não tão novo, é de 2008. Baixei (não me lembro de não ter gostado de algum trabalho dela. Sua voz me leva pra algum lugar de tons sépia...)

Na segunda música, me deu um aperto na garganta, daqueles quando a gente vai chorar.
Eu ia mandar pra uma amiga, por email. ( lembrei dela, por causa dos Cosmopolitans...)
Mas tem coisa que a gente quer que mais gente veja/ouça.



I DID IT ALL
A Cosmopolitan a Manhattan
Call me one
Pour a round for me and my friends
Cape Cod Sea Breeze Long Island Ice Teas
I won't go there or drink it if you paid me

When they come to waylay me
When they close in for the capture
I did it all, I did it all
For the love and the laughter
I did it all, I did it all, I did it all

Slept in late
Stayed up for days
Partied hard
Lived my twenties in haze
Smoked second-hand in crowded bars
With the A-list of B-list movie stars

When they come to arrest me
Pat me down and undress me
I'll confest without miranda
Strike a pose for the tabloid cameras
I did it all, I did it all, I did it all

I did it all
I didn't ask permission
I did it all
What kind of life
Is not an exhibition
I did it all
Crash and burn
And then you know you're living
I did it all
Some pain a few tears but after
I did it all
To the last line of the final chapter
I did it all, I did it all

My heart is a wound that festers
Seduced my share in silk and polyester
Oh my great loves
And my few losses
I'll tell it all
When my little black book is published

When they come to interview me
For my made for TV movie
Say I'm the bitch who was a bastard
Who did it all for the love and laughter
I did it all, I did it all, I did it all

Além do suspiro e da quase-lagriminha a cada vez que eu ouço, o que eu consigo dizer? que eu quero ter essa voz grave lá no final da minha vida e dizer que "I did it all, for love and laughter", que é só o que importa mesmo.

* Royalties pro Miel, muuuuuito famoso , no tempo dele! (que é agora)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ei

Você aí, que pretende me pedir em casamento algum dia
olha que liiinda sugestão (!!!) :
(dá pra ver? no detalhe?)

Morri.
Esmaga, né gente?

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Yes, eu me repito



Mas, Caramba! arranca meu coração, bota na pista e dança em cima?
Esmaaaga!

e as Obaminhas? aquelas duas sweeties? conforme previsto, titia ficou orgulhosíssima.