ah... posso chamar de 'liberdade poética' continuar usando o português que eu aprendi na escola? tenho apego com alguns hífens e acentos. :)
Mostrando postagens com marcador me mim comigo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador me mim comigo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

pensamento magro

No pacote de lembranças encantadas da infância está a Tia Sônia, merendeira do São Marquinhos, que nos deixava raspar a vasilha gigante da batedeira industrial  da cantina, ainda com generosa quantidade de massa do melhor bolo de chocolate do mundo. Era um privilégio de quem não morava na cidade e emendava os períodos na escola nos dias que tinha educação fisica a tarde.
O bolo bem fofo de chocolate, o sanduiche de carne louca e a gargalhada alta da Tia Sônia já são memórias que me fazem sentir privilegiada. Raspar a vasilha então, foi luxo, coisa pra poucos. rs...
Agora corta.
Corta pra 20 e poucos anos mais tarde, no divã do analista, eu contando uma 'das minhas' e:
- vc não acha que está atropelando as coisas? essa ansiedade toda...
- ah... mas é que..eu quero, pouxa!
- mas as coisas têm um tempo
- tempo...tempo...
- sabe quando a gente vai assar um bolo? e não deve abrir o forno antes de um certo tempo, senão não cresce? desanda...
- HAHAHA boa essa metáfora... só que vc está falando com a pessoa que come até farinha de trigo com nescau! e a massa crua, e bolo embatumado, e bolo quente... Eu não me importo, abro o forno no meio do tempo e ainda roubo um tequinho.
(...suspiros endocrinológicos e psicanalíticos...)
-Tá. mas daí vc nunca vai comer o bolo bom.

 Qué dizê  :/

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Please Don't Talk to Me I Fall in Love So Easily

I don't want love so I kill all my friends
I don't want love to make me happy again
I don't want love even if it's all that remains
I don't want love so I have to kill all my friends

I don't want life to treat me this well
I don't want life, I wanna hide in my shell
I don't want life, please lock me up in a cell
I don't want life to treat me this well

But you're so young young young
and I'm so young young young too
So let's get beer and find something to do
And when we're done done done and nothing else is that fun
We'll go to sleep and I'll wake up next to you

Aaaaaaaaaaa, aaaaaaaa

I don't want work to change my behavior
I don't want work, no I'm not made for labour
I don't want work, so please don't do me no favour
I don't want work to change my behavior

And please don't talk to me I fall in love so easily
Please don't look at me, please just let me be
Please don't care about who I am or how I feel
Please don't ask me if it's real

Oh, but you're so young young young
and I'm so young young young too
Let's quit our jobs we got better things to do
Yeah, we can run run run until the summer comes
Then go to sleep and not wake up, not wake up, NOT WAKE UP for sometime!




SOOO TRUE.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

High expectation

Expectativa é uma merda, não é?

A gente costuma pensar na expectativa como caminho certo para ansiedade e frustração. Se animar demais antes mesmo da coisa em si acontecer.. não pode!

No expectations, be cool and blasè.

Sorry, não consigo.

As vezes parece mesmo mais facil, mais leve e sem stress quando não se espera nada, deixa espaço pra surpresa.

Se bem que, surpreendido a gente vai ser de qualquer jeito, pro bem ou pro mal. E tem um certo prazer extra quando a realidade corresponde ao imaginado.

Tava lembrando esses dias de uma situação recente que, definitivamente, não teve o desfecho que eu imaginava. Frustrante? sim, a ponto até de perder um pouco o chão.

Mas sabe que hoje eu vejo que o 'pré-coisa' - a expectativa, a imaginação, o ensaio - foi uma parte bem boa da história toda, e que não deixa de ter sido vivida. Combinado ao inesperado da realidade, daquilo que não dependia de mim, faz disso tudo uma lembrança boa, apesar do final.

Bom, essa teoria pode ser só mais uma teimosia minha, um jeito de justificar que eu vou continuar sonhando e imaginando coisas. E quebrando a cara.

"O deleite imaginado é muito maior que o gozado, embora nos verdadeiros gostos deva ser o contrário." (Miguel de Cervantes em 'Conversa de Cães')

Vamos combinar que deleite é bom de todo o jeito ;)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Um pequeno imprevisto

Eu quis querer o que o vento não leva
Pra que o vento só levasse o que eu não quero
Eu quis amar o que o tempo não muda
Pra que quem eu amo não mudasse nunca

Eu quis prever o futuro, consertar o passado
Calculando os riscos
Bem devagar, ponderado
Perfeitamente equilibrado

Até que num dia qualquer
Eu vi que alguma coisa mudara
Trocaram os nomes das ruas
E as pessoas tinham outras caras
No céu havia nove luas
E nunca mais encontrei minha casa
No céu havia nove luas
E nunca mais encontrei minha casa

(Herbert Vianna - Thedy Correa)




Porque a vida não sossega e muda, mesmo quando está boa
Porque não importa quão calculados sejam, riscos são riscos
Porque eu queria, sei lá, uma bússola.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

rapunzel

Na escadaria do York Minster, as três falando sem parar, muita conversa pra botar em dia e uma frestinha de sol imperdível ali.
Ela se aproxima dizendo que o vento jogava umas palavras pr'aquele lado e deu pra identificar o nosso português. Queria que tirássemos uma foto.
Viajava sozinha pelo Reino Unido, tinha o roteiro todinho preparado em conjunto com o atual marido, que morreria de ciúmes caso ela ficasse em Londres, onde ela levou o filho do casamento anterior pra visitar o pai. Engraçado gente que fala 'bagarái'!
Sabia que em York ficava a menor rua do mundo: Whip-ma whoop-ma-gate (!) Essas coisas de turista planejado.
Fez poses malucas pras fotos enquanto contava a vida toda, balançava as tranças loiras meio rapunzélicas e soltava gargalhadas. Uma figura!
Num dado momento, para explicar algo sobre o peso da mochila, contou que há 2 ou 3 anos teve tetraplegia. Eu preferia que o nome não fosse tão auto-explicativo, porque 'como assim existe uma coisa dessas'? Como assim a pessoa fica tetraplégica sem sofrer acidente?
No caso dela, simplesmente chegou em casa, sentiu muito, muito sono, deitou no chão e não se mexia mais. O marido e os filhos de 1 e 5 anos a encontraram ali, no meio da sala.
Se me lembro bem, ficou cerca de 6 meses tetraplégica, passou por cirurgias experimentais onde se opera as vértebras pela frente ( !!! ) e teve que reaprender os movimentos.
Como se não bastasse, encasquetou que voltaria a andar para fazer o caminho de Santiago. Os médicos achavam muito improvável, mas a doida tem feito o caminho todos os anos desde então.
Contou que era workaholic antes disso tudo e acabou revendo as prioridades na vida.
É natural, né? rever...
Eu mesma revi a minha vida toda ali, embasbacada, enquanto ela falava.
Mas e mudar mesmo? e fazer tudo diferente do que vc sempre fez? e cuidar da sua vida como a prioridade que ela de fato é?
A gente vai levando, a gente aguenta, a gente não quer ser taxado de molenga, né?

A Rapunzel lá do Minster teve que mudar ( tá bom que ela pôde mudar, a condição financeira facilita bastante, mas não é tudo. Precisa de vontade mesmo assim)
Eu não sei como ela era antes, mas ela fala dessa tragédia toda sem nenhum ressentimento, sem nenhum "por que eu?!"
Ela vai que vai, com jeito de menina, de tênis e mochila leve, protegendo sua coluninha 'remendada' pela UK ;)
E eu pensei no dia que minha coluna travou na Av Angélica, no tanto de coisa que me estressa e não devia, no peso que eu carrego sem precisar.
Pensei que ela foi embora sem sabermos seu nome ou tirarmos uma foto e - porque eu sou assim clichezística - não queria nunca esquecer de como eu me senti ao ouvir a historia dela. Uma mistura de gratidão e medo de não apreciar o suficiente o quanto a vida é Bôôôua..

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

consequências

essa chuva deu vontade de sair lá fora,
fiquei na janela vendo as árvores balançando com força e a rua vazia,
pensando no ridículo. um pinto molhado.

domingo tudo deu vontade de ligar
fiquei na janela vendo os desenhos que o sol fazia,
pensando no ridículo. simplesmente, não devia.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

das ilusões e platoniquices

A Yael é uma fofinha de voz gostosa até em linguas que a gente não entende.
A danada escreveu - antes, melhor e musicado - o que eu pretendia postar aqui hoje.
enjoy:

Too Long

I waited for so long
Outside myself
You see I was pretenting
To be someone else
I was longing to see
Who i wanted to be

And I've been waiting on my own
I've been waiting for too long
Not strong enough to be with you
And I've been making up my world
I've been painting it with gold
Not strong enough to see you

I irrigate illusions
Then let them grow
How can I pacify myself?
And let go
And I run wild to see
Who I turned out to be

........ ( em hebraico )

But it was too cold
In my world



I've been making up my world? painting it with gold?
I irrigate illusions, then let them grow ?
Alô, sessão-extra-de-terapiaaa!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

enlevo

Será que vão me perdoar a vontade meio cafona de escrever tudo rimado?

ah.. o 'enlevo'...
hahaha

quinta-feira, 16 de julho de 2009

a dancinha do deus Mu

Sabe quando a vida empurra a gente a encarar uma mudança? seja de corte de cabelo, emprego, casa, relacionamento. Então, eu normalmente finco o pé. Até que seja inevitável mesmo.

Não é a toa que minha mãe me chamava de touro sentado. Uma alusão ao meu signo, ao meu jeitinho empacado e ao touro Ferdinando, eu acho. ( mãe fofa que eu tenho, né?)

Pois bem, o cabelo eu já cortei. E já parece até que eu nasci assim.

A mudança é muito mais assustadora quando se aproxima, do que quando, de fato, chega.

Não é?

Olhando em retrospecto, todas as mudanças grandes e scary que eu tive que encarar nos últimos tempos, acabaram trazendo uma maré de coisas boas pra minha vida.

Esses dias mesmo, quando o apartamentinho onde eu morava sossegada, há anos, começou a dar sinais de não me querer mais lá, eu fiquei puta. "pããtz, sair daqui? é do lado do escritório, o aluguel é baratézimo...que preguiça."

Mas, como se não bastasse o vazamento, a infiltração, o mofo e a perspectiva de uma longa e poeirenta obra no banheiro - além da proprietária-senhorinha-boa-de-lábia ter me convencido a arcar praticamente com toda a despesa da reforma ( fofinha é fofinha e mané é mané...mas é uma linha tênue.) -minhas roupas viraram comida de cupim dentro do armário.

Cu-piiiim?

Ahh, mêrmão..tava demorando pro touro sentado aqui realizar que era inevitável agir, mas mexeu com as minhas roupas... mexeu comigo, rapá!

Em uma semana, mesmo com viagem marcada pra visitar minhêrmã lá no VelhoMundo, assinei contrato , avisei a imobiliária e encaixotei tudo.

Adeus mofo, hello montes de armários e varandinha! Hello também, aluguel mais caro, mas é a vida... Casa nova é o máximo. Dá aquela sensação de 'daqui pra frente tudo vai ser diferente' , igual material escolar no começo do ano, que a gente se prometia ser mais caprichoso e organizado diante daquilo tudo noviiinho.

E,apesar de nem gostar dessa música aí do título do post, ela gruda na minha cabeça qdo "a inevitável" ( rs...) se aproxima, já imagino um tipo de aborígene ( na verdade, um Kokopelli) fazendo a maledeta da dancinha da mu-dança...

Até que de vez em quando é bão, né?

*acho que não sou só eu que não gosto dessa música. Não se acha em nenhum lugar da internet. Ninguém quer saber da dança da mu-dança. Dá pra ouvir no site do Gil, acho que só a minha mãe e a dele que compraram esse disco.

P.S.: Many thanks aos amigos com preparo físico, disposição e cara de pau, que rodaram o bairro, ludibriaram porteiros e me ajudaram a achar esse apê. Tó pra vcs: Y

P.S.2: Thanks ao André tb..que vai fazer a mudança enquanto eu viajo...rs já volto de casa nova. ebá!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

As mudanças nos vestibulares, Enem e afins, pouquíssimo me interessam. Pelo menos, pelos próximos 20 anos, até que eu tenha filhos com idade pra esse drama.
Mas, ao dar de cara com a Vera na TV Estadão, não resisti.
Quem não estudou no Objetivo ( Mogi, talvez no da Paulista e da Luis Góes também ) não vai entender: a Vera era fudidona, coordenadora, mas ainda dava aula pros desesperados do 3ºano e cursinho. Ainda bem, porque é um talento, a fofa. Era daquelas professoras marcantes de cursinho, que têm um ritmo quase cômico na voz, colocando ênfase em algumas sílabas, variando o volume da voz, estratégico pra ficar gravado nas nossas estafadas memórias vestibulandas.
Ensinava geopolítica, uma matéria cujo foco muda muito, de acordo com o que acontece no mundo ( já não bastavam as apostilas, tinha ainda que ler jornaal! Jesus!)
Fiquei com saudade, dei play no vídeo, com a esperança de ouví-la falar do gaBÃO! paquisTÃÃO! sri-lÃÃÃNka!
Ai que delícia! (a partir do 1:12min)
Ai que saudade do tempo em que alguém, com a maior autoridade no assunto, me dizia o que fazer, pra onde olhar.
Que saudade de ter receitas e fórmulas para alcançar as coisas, assim pá-pum, estudou-passou.

***********

P.S.: Tô enlouquecendo no site do Objetivo!
tem vídeos com aulas de vááários professores da época. O Marcelo, aquele de Biologia, cheio de graça, que fazia musiquinhas ( "enzima é que é proteína de verdaa-de, reação aumenta de velocidaa-de" no ritmo de "Amélia" ) SENSACIONAL.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

o mundo de covinhas

Nesse final de semana eu conheci umas crianças, daquelas que fazem a gente acreditar que ter filho não é assim uma empreitada tão absurda.
Umas mini pessoinhas, que cumprimentam estranhos com abraços e sorriem revelando covinhas de esmagar qualquer coração. (só me falta gostarem de brócolis!)
Eu sempre dou um jeito de perguntar pra mãe qual é a receita. Essa me disse: - Não tem segredo, é treinamento.
( a mulher é uma fofa, ídola, serena e tem toda a razão. Aliás, eu acho que esses filhos dela, com essas covinhas, vão dominar o mundo!)
Tudo bem que tem que ser um ser superior, muito zen, paciencia-de-jó mesmo, pra manter a consistência desse treinamento no dia a dia, quando o bicho pega. ( né? )
Mas não tem muita saída, o que a gente ouve e vê repetidamente na infância, vai ser a base do que a gente é, adulto. Por isso eu fico tão encantada quando vejo uma criança sendo bem criada, com cuidado ( acho que é menos comum do que deveria) Eu não conseguia tirar os olhos ( mãe das covinhas: ídola!)

Das coisas que eu passei a vida ouvindo, uma das que mais modelou o meu cerebrinho de criança foi uma teoria sobre identificarmos no outro apenas ( ou principalmente ) o que temos em nós, mesmo que inconscientemente.
A idéia é: quando vc aponta um defeito em alguém, tem 3 dedos apontando de volta pra vc.
ó, que gracinha:
Pode ser um exercício chato, porque não é legal admitir nossos defeitos, mas é interessante perceber que aquilo que nos incomoda ou chama nossa atençao, tem uma razão para tal. Não estou dizendo que eu consiga sempre. Na verdade, quase nunca.
O que eu fiz, foi expandir essa teoria para o modo como eu vejo o mundo, ou como eu quero que ele seja. O meu mundo TEM que ser mais ou menos parecido comigo.
É obvio que ele tem coisas ruins, mas se eu focar minhas atenções para o mundo-cão, eu sinto que isso vai me afetar de alguma maneira ( até 3 vezes mais, são 3 dedos de volta pra mim, não são? rs..)

terça-feira, 28 de abril de 2009

Saudade

No amigo Houaiss: sentimento mais ou menos melancólico de incompletude, ligado pela memória a situações de privação da presença de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, ou à ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável.

Brasileiro ( quisá os outros povos de lingua portuguesa também ) tem meio que um orgulho em dizer que a palavra SAUDADE só existe no nosso idioma. Ufanismo. (Eu até acho bonitinho ufanismo.)
Mas fico pensando: se não existisse a palavra, a definição estabelecida em dicionário, será que apertava menos o coração da gente? Pouxa vida.
O povo que miss, extraña, manque... será que sente a mesma coisa?
tss... Claro que sente. Eu que gosto de pensar que não.
Porque parece mais fácil viver sem um "sentimento melancólico de incompletude". Pelamor! de amarga já basta a vida!
Eu quero as coisas, as pessoas e os momentos que eu gosto, sempre perto e a disposição.
Até dá pra lidar com épocas que deixam saudades, mas deixam de fazer sentido em novos contextos da nossa vida.
Agora, dizer que Tudo certinho, então tá bom... pra gente que faz parte da gente e vai lá pra longe por tanto tempo. Ah, isso não dá!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Girls will be girls

Cruzaram olhares na escada rolante de um shopping. Ele olhou pra ela.
Ele comprou refil de café marroquino na Nespresso.
Ela casou com ele, viajou em lua de mel pra algum país do leste europeu e escolheu pintar a parede da sala de berinjela, porque combinava com o sofá vinho de veludo que herdaram da avó dele.

Não são só dois jeitos de ver a mesma coisa? Why so scared?
Eu gosto de ser menina, é um pouco aflitivo, mas é legal!

quinta-feira, 26 de março de 2009

vanguarda

Ela é magrela (eu chuto manequim 38). Modernete, calça Diesel, formadora de opinião.
Uns 40 e poucos anos com o corpinho que eu não tinha aos 20!
A que preço? almoça, religiosamente, 03 folhas de alface, 01 fatia de tomate, 01 peito de frango grelhado, 1/2 clara de ovo.
E malha, spinning and shit-and-stuff. ( todo mundo sabe o preço.)
Eis que, na volta do meu almoço, com prato cheio e sobremesa:

secretária: - Melissa, fulano do RJ ligou, eu disse que vc tava almoçando...
( esse fulano é cheio de graça, fez alguma piada do tipo: 'não pode almoçar todo dia se não vai ficar gordjenha')
eu: - fala pra ele que aqui não é o Rio de Janeiro!
a magrela: - haha! Mas Mélis, Gordinha tá na moda!
eu: HAHAHAHA!
a magrela: (séria) - Vc não sabia? não reparou? Olha como eu tô gordjeeenha...
(deve estar manequim 38,5)
eu: (morrendo de rir) - finalmente a moda me alcançou!

Hahaha..tipo...Fatty is the new black. F-o-f-a!

Olha... eu não sei se é realmente uma tendência, uma onda fashion. Mas que é legal se libertar da ditadura, isso é.
Ninguém, veja bem: NEEEIIINNNGUÉM, é feliz gordo, com coxas de gelatina, não cabendo na roupa que quer. Pode ser bem humorado, engraçadinho, mas não é feliz. Ok? é desconfortável... não é legal. trust me.
Mas eu conheço gente magrela, manequim infantil, que vive numa privação de dar dó. Me chamem de louca, mas eu vejo amargura nos sorrisos, sabe? ( tô parecendo aquelas nonas italianas agora!) e, gentê, o corpo, sem reservas, vai ficar doente por qualquer coisa, qualquer ventinho te derruba! Sorry.
Não sei se vem com a idade ou se precisa ser influência da mídia, pensar que uma dobrinha de carne sobrando na calça Diesel não é o fim do mundo. E que não aceitar um alpino a tarde no meio da semana é um preço muito alto a se pagar para que isso não aconteça.
Eu acho que ser magro é lindo, maravilhoso. Mas a vida é muito mais do que a gente vê, é o prazer que a gente tira dela.
( do alpino e do nosso corpo)
Eu não suporto privações. Can't stand it.
Tô na moda. iéiéié

quarta-feira, 25 de março de 2009

titia

Quem conviveu comigo em algum momento dos ultimos 10 anos, sabe que se dependesse de mim, hoje eu circularia com, pelo menos, dois remelentinhos em idade pré escolar agarrados às minhas pernas.
Muita gente deve pensar que é só aquele meu jeitinho exagerado de expressar o quanto eu gosto de crianças. Nã-não. Obviamente, eu tenho consciência dos perrengue$ envolvidos na empreitada e também do fato de que criança vira adolescente (possivelmente emo, provavelmente freak) e pra essa hora eu ainda não tenho um plano.
Ainda assim, argumento com esse vídeo:
http://www.ccsp.com.br/ultimas/pop_videos.php?video=neosaldina_ccsp.mov
(que só consegui achar em forma de link, por enquanto - mas sou curda e não desisto nunca, em breve eu ponho aqui.)
Assistiu? precisa falar mais alguma coisa?
Bom, e daí que, enquanto as 'conjunturas' não vêm (na regra velha ainda. sorry!) toda criança que aparece vira sobrinho.
Sobrinho de achar fofo, mas também de se preocupar com a formação da personalidade da criança. (eu sei: louca.) Mas é que, nessa fase, eles absorvem tudo, né?
Fico achando que bebês e crianças têm que se sentir as criaturas mais queridas, lindas, seguras e inteligentes do mundo, pra crescerem seres humanos com auto-estima razoável. (talvez esteja aí um plano pra fase freak...just wondering...)
Quão coraçãozinho eu estou? hã?
Foi de ver esses fofinhos:

Diz que o banho de balde simula o ambiente do útero materno.
Fiquei com isso na cabeça: a coisa simplésima que é um banho de balde... que todo mundo pode fazer! E é o carinho, a proteção, o quentinho, o aperto...

( hahaha..esse post tá muito 'de menina', né? sorry)

segunda-feira, 9 de março de 2009

WE ACCEPT THE LOVE WE THINK WE DESERVE

(que eu li numa tattoo nesse blog)
Got me thinking. a lot.
Tô convencendo uma amiga querida a me deixar tatuar na testa dela. Porque tem que ser um lugar que eu olhe bastante, né darling?!
Conceito simples, né?
E praticamente uma paulada com taco de baseball.
É, pra mim, uma daquelas verdades desconfortáveis. Eu adoro e me irrito com ela. ( louca. hahaha )
A "bomba" fica todinha na nossa mão. Pouxa! não dava pra ser mais fácil não?
ai.. dar. receber. aceitar. merecer. amar.
love me!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

brisez mon coeur

(do francês: esmaguê o meu coração)

Quando eu tinha dez anos, meu pai e eu fomos a Paris(...). Ficamos em um hotel bacana, e ele disse que eu podia comer o que eu quisesse no café da manhã (batata frita). Fomos ao museu Pompidou, à Torre Eiffel e ao Museu do Louvre. Foi maravilhoso. No avião de volta para Londres, meu pai me perguntou se eu sabia o motivo de viajarmos, só eu e ele, para um fim de semana em Paris. Eu disse não. Ele disse: "Eu queria que você visse Paris, pela primeira vez, com um homem que vai te amar para sempre, incondicionalmente." Gwyneth Paltrow

Li nesse blog e morri.
'Invejinha-preta' da sensibilidade desse pai.
( assim se constróem memórias, assim se constrói auto estima... Farda Pretíssima o Sr. Paltrow)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Mais uma de rigidez

Tem um programa na tv a cabo que dá um banho de loja em alguém indicado por seus amigos/familiares como necessitado de um upgrade imagético.
Nem é o meu programa preferido do gênero ( é o What Not to Wear americano - e americano tem um gosto estranho, os próprios apresentadores são meio cafonas, mas enfim...)
Os indicados, depois de terem seus "estilos" devidamente espinafrados publicamente diante de câmeras e um espelho de 360º, recebem dicas do que lhes cai melhor e 5 mil dólares pra gastar em lojas de NY (entendeu agora porque eu assisto?)
No final da maratona de compras, depois de entender melhor suas proporções e melhorar sua relação com as compras ( tem umas figuras que têm pânico de compras, só compram roupas online, ou herdam coisa velha dos parentes), eles vão para as mão do Nick Arrojo ( adóóro esse nome! que arrojo!) um cabelereiro estrelado, que faz verdadeiros milagres com aquelas aparências mal-cuidadas. E, finalmente, recebem uma aula de maquiagem com a Carmindy.
Ontem, peguei no meio um episódio onde uma babá se auto-nomeou para o programa (!!) Uma jovem grandalhona de 1,85m de pura beleza escondida. Olhos claros, sobrancelha cabeluda, cabelos loiros virgens infinitos-fio-reto-sem-graça. Só comprava roupa online, conformada que nada servia nunca mesmo, manga curta, calça pula-brejo. Oh poor. A fulana tinha uma amargura intrínseca, tadinha!
Foi dureza, um trabalho de psicologia mesmo, convencê-la a experimentar roupas na lojas, aceitar suas proporções, etc... (pensa que moda é coisa superficial? tolinhos!)

Mas eu estava ansiosa mesmo era pela transformação do Arrojo.
Cara...
Não é que a amargona se re-cu-sou a cortar um milímetro daquele cabelo de madalenarrependida?! Ele tentou, foi meigo, mostrou um clipezinho com outras participantes com o mesmo apego à cabeleira e o sucesso do resultado.
Nada. Rígida. Stiff as... as hell.
Ele voltou para o camarim derrotado, desperdiçado.
Carmindy foi lá, fez uma maquiagem da qual miss-bitterness desdenhou.
Terminou o programa com suas roupinhas novas, um pouco menos 'mal-ajambradas' que antes, mas nada de mais.

E eu fiquei muito chocada. Ela mesma tinha se indicado para o programa. E não se permitiu?
é como diz a Sil: Não guenta, não vem.
Eu mesma já fui mais rígida nessa vida ( e olha que eu acho isso muito feio, até mais feio do que burrice!) , espero não ter chegado ao patamar dessa imbecil, porque a rigidez faz a gente perder muito. Dio Santo!
Você, my friend, se me encontrar sendo rígida por aí, pode me dar um safanão! ( hahaha, safanão é 'de suéter', não é?)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

No meu tempo, eu fui uma mulher muito famosa!*

Eu já disse aqui, que quando eu faço indicações musicais eu não me baseio em critérios paupáveis.
Mesmo quando é um artista que eu gosto há tempos, acompanho e tal, normalmente eu sei pouco da vida do cara. Eu só sei que eu gosto. ( shame on me, um pouco, mas enfim...)

É o caso da Tracy Chapman, que eu acabei citando no post alí embaixo e me deu saudades.
Fui procurar alguma coisa dela pra baixar e dei de cara com um cd novo. Não tão novo, é de 2008. Baixei (não me lembro de não ter gostado de algum trabalho dela. Sua voz me leva pra algum lugar de tons sépia...)

Na segunda música, me deu um aperto na garganta, daqueles quando a gente vai chorar.
Eu ia mandar pra uma amiga, por email. ( lembrei dela, por causa dos Cosmopolitans...)
Mas tem coisa que a gente quer que mais gente veja/ouça.



I DID IT ALL
A Cosmopolitan a Manhattan
Call me one
Pour a round for me and my friends
Cape Cod Sea Breeze Long Island Ice Teas
I won't go there or drink it if you paid me

When they come to waylay me
When they close in for the capture
I did it all, I did it all
For the love and the laughter
I did it all, I did it all, I did it all

Slept in late
Stayed up for days
Partied hard
Lived my twenties in haze
Smoked second-hand in crowded bars
With the A-list of B-list movie stars

When they come to arrest me
Pat me down and undress me
I'll confest without miranda
Strike a pose for the tabloid cameras
I did it all, I did it all, I did it all

I did it all
I didn't ask permission
I did it all
What kind of life
Is not an exhibition
I did it all
Crash and burn
And then you know you're living
I did it all
Some pain a few tears but after
I did it all
To the last line of the final chapter
I did it all, I did it all

My heart is a wound that festers
Seduced my share in silk and polyester
Oh my great loves
And my few losses
I'll tell it all
When my little black book is published

When they come to interview me
For my made for TV movie
Say I'm the bitch who was a bastard
Who did it all for the love and laughter
I did it all, I did it all, I did it all

Além do suspiro e da quase-lagriminha a cada vez que eu ouço, o que eu consigo dizer? que eu quero ter essa voz grave lá no final da minha vida e dizer que "I did it all, for love and laughter", que é só o que importa mesmo.

* Royalties pro Miel, muuuuuito famoso , no tempo dele! (que é agora)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

três ponto zero

curriculum vitae
objetivo: metereologista junior

tô mudando de área, ué!
eu sinto uns enjôos e sei que vai chover. ( tem sido 'batata' nos últimos tempos)
coisa de bruxa-wicca. ( ou europeu conectado com o próprio corpo)

Acho que eu tenho um pouco de medo dos 30.