ah... posso chamar de 'liberdade poética' continuar usando o português que eu aprendi na escola? tenho apego com alguns hífens e acentos. :)
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quinta-feira, 11 de março de 2010

é tudo culpa da Veja?

Acho bom ter uma idéia geral do que se passa no mundo, mas não dá pra acompanhar muito de perto os noticiários sobre política e economia. Política, principalmente, IRRITA!
Lobbies, retaliações, burrice... (pra não falar em corrupção,mentira, cara-de-pau) aff...

Por causa da votação da lei Ibsen, aquela sobre a divisão do dinheiro do petróleo do pré-sal, acompanhei 5 minutinhos de discussão sobre o assunto na tv e concluí que essa lei é zóião.
Pra mim tá tão óbvio que eu fiquei pensando se é a Globo/a Veja/o Sistema que quer que eu pense assim.
Me digam: tem alguma coisa que eu não estou vendo?
Como é que quase todos os deputados acham que os royalties têm que ser divididos irmanamente entre os estados, produtores ou não? deputado é um bicho estranho...
Se eu ganhasse na Megasena eu teria que dividir com todo mundo que apostou, porque eles tb "investiram"?

E, ó, eu nem achava o governador do Rio fofo, mas tô achando agora: "Cabral chora e diz que emenda dos royalties quebrará o Rio"
tadinho :(

PS: Saudades da turminha... os 'amigos-inteligentes' sempre sabem o que há por tras dos noticiários. Y

terça-feira, 14 de julho de 2009

- Sabe que o Ronaldo tá morando aqui na Rua Tupi, né?
- Ah é?
- Ouvi falar que esses dias ele bateu o carro ali na Pacaembu e, pra evitar confusão, fez um cheque de 60 mil pra mulher e falou: 'isso cobre seus gastos?'
- Caramba, 60 mil... cobre meu carro todo. Mas, magina? se o Ronaldo bate no meu carro acho que eu abraçava ele!
- rs...
- Sério. Depois da batida, eu ia estar lá sentadinha, em choque, e ele viria na janela falar comigo. o Ronaaaldo! Eu ia pedir um abraço. Certeza!
- Você? vc não ia arrumar a batida e ia colocar uma plaquinha 'Aqui bateu Ronaldo', tipo uma lápide.

HAHAHAHAHA pior que ééé!
e, panaca, não ia faturar os 60 paus.

terça-feira, 28 de abril de 2009

pandemia

Sabe quando falam de piolho, pulga, percevejo (torce-retorce-procuro-mas-não-vejo) e a gente começa a se coçar?

Eu sei que é importante INFORMAR, mas tá me dando um negócio essa gripe suína.

terça-feira, 10 de março de 2009

Contos de Nárnia I : Wear Sunscreen

Peripécias de Branca de Neve, nascida com pele de porcelana-antes-da-queima, num país tropical.
Some-se a isso uma pitada de vaidade feminina, e faça idéia das aventuras solares a que essa cútis sobreviveu em quase 30 (!) anos de exposição semi-responsável.

Férias de verão de 2000 e poucos, Quito - Ecuador/ Ilhas Galápagos
Exótico, não? pois bem...
Nem precisa ser um ás da geografia pra sacar que o Ecuador fica cravado na linha do Equador, onde os raios solares incidem com toda a sua fúria perpendicular.
Num passeio de índio por uma praça nos arredores de Quito, onde os "locais" expunham suas redes, trançados e casacos de lã de lhama, tudo o que adquiri foi um bronze-marca-de-alça-de-regata. O abominável zé-regatinha. For Christ sake! Suficiente pra arruinar o restante das férias. (sim, essas coisas me abalam!)
'Calma, em Galápagos vc resolve isso, vamos ficar num resort ma-rra-vi-lho-so!'
Tudo bem que nem Darwin sofreu tanto pra chegar até lá. Avião teco-teco, onibus das galinhas, barco, mais um busão, mais um barquinho (e as malas? jogadas com displicência de um lado pra outro. pânico.) mais uns 20 minutinhos a pé. Welcome to paradise!
Lá pelo terceiro dia de aventuranças por ilhotas com aves de patas azuis, iguanas e leões marinhos, abri mão da visita a George (a tartaruga-gigante amiga de Darwin falecida um dia desses) a fim de 'get even' com o meu bronzeado equatoriano. A-rá!
Tipico.
Protetor solar só na parte do zé-regatinha e naquelas que sempre queimam... a perna, abaixo do joelho nunca queima né? amadora!
Corta pra noite desse dia: Na escuridão do quarto, a sensação é de estar vertendo líquido ( sangue? água?) pela perna. Quando me levanto para ir ao banheiro, a impressão é de que a pele vai ceder, vai rasgar. Cara! Sério! Fui me arrastando feito uma iguana, para deleite tragicômico da minha irmã ( ela é daquele tipo que ri - muito - de desgraça, principalmente a minha). A cena era inacreditável.
Como desgraça não vem aos poucos nesses casos (principalmente pra gente ranzinza como eu ), o dia seguinte era o dia da epopéia de volta à capital, andaríamos ( andar??) 20 minutinhos, pegariamos barquinhos, onibus, barco, onibus...
Não sei como, eu descobri que se eu fizesse movimentos de passadas saltitantes uniformes, doía menos. Se eu parasse, era como se o sangue acumulasse na parte debaixo da perna e ela fosse explodir ( essa era a sensação. really! e naquele cafundó-do-judas não tinha ninguém que pudesse me salvar. eu ia voltar das férias amputada. I lost my legs in Galapagos!) Eu parecia uma autista-maluca, o grupo parava pra esperar o proximo 'veiculo' (podemos chamar assim?) e eu fica andando em circulos numa cadência ritmada. patética!
De volta a Quito, o lugar com ares atrasados que eu tenho mais antipatia no mundo, o nativo da farmácia se recusava a entender a gravidade da situação. La niña se queimó! Eu queria algo pra queimaduras sérias, tipo segundo, terceiro grau... e o índio me vem com aloe vera?!
(aprendi depois que tem que ser uma loção sem alcool - o alcool rouba a água da, já agonizante, pele - e, óbvio o aloe vera deles tinha alcool! hunf.)

Por pouco essas minhas agruras epiteliais ( nas fotos se nota o meu bronze-vermelho-malagueta) não me privaram de uma das experiências mais sublimes da minha vida: o mergulho (mergulhinho, vai.. que a gente ficou ali por perto do barco né irmã?)
Mas os cardumes e os leõs marinhos ( !) lá são destemidos, eles chegam bem pertinho. Essa foi minha única experiência do tipo, de olhos arregalados dentro daquela máscara, aprendendo a respirar com aquele aparato, eu só posso descrever como...morri e acordei no paraíso dos peixinhos coloridos. lhiiindo!

*************

PS.: Burro que é burro, animal de teta mesmo, não aprende com os próprios erros, certo?
Natal do ano seguinte, piscininha de plástico em Arujá. Solzinho razoável.
- Não vai passar protetor na perna? lembra do que acontenceu em Galápagos...
- Tô brincando aqui na piscininha, a perna tá dentro d'água, depois eu passo...
CORTA.
Irmã, aos risos, gargalhadas tendo que me servir o almoço de natal na cama, diante da expectativa de EXPLOSÃO da minha perna. AGAIN!
( foi aí que eu descobri que creme nívea é melhor que o aloe vera com alcool dos equatorianos... you live, you learn... sometimes, it takes a little...)

PS.2: a branca de neve em questão é leitora de revistas de beleza desde a mais tenra idade. nunca fez uso irresponsável de óleo de urucum, rayito de sol ou coisa que o valha.
É o que? Burra mêmo? tsc,tsc...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

valores

Com essa história de pegar amor ao carro novo, ele ganhou até nome.
Dagoberto é um cara estável, bacana, mas tem se mostrado meio arredio ( período de adaptação, deve ser.)
com a outra mãe do Dagoberto:
- Oi, tudo bem, any news?
- Tudo. Dagoberto se jogou contra um pilar da garagem aqui. Foda.
Mas me levou pra comprar uns biquinis lindos. Então compensou.
- Nossa! o que? Dagoberto? bateu o carro? biquini? onde comprou? puuutz, que ruim... amassou?
- ...
- Achei que Dagoberto fosse um porteiro e fiquei horrorizada que vc comparou uma "vida" a um biquini.

tsã.
Não sabe o que é passar 29 anos e dez meses atrás do biquini perfeito.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

I'm old

Tô preocupada com essa coisa de nova grafia da língua portuguesa.
A gente que fez o "ginásio" no século passado vai ter licença poética pra continuar escrevendo assim como aprendemos?
Indefinidamente.
Não vou ter que postar consultando o Pequeno Dicionário Aurélio, né? não gosto. (e, agora, o legal é o Houaiss)
Fora que meus filhos vão tirar sarro da minha cara, como se eu escrevesse farmácia com PH. ( isso se farmácia ainda tiver acento. parece que desacentuaram tudo.)

Saco. pra quê mudar?
Pasquaaale???!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

garota, eu fui pra Califórnia

Vá lá que enaltecer o american way of life não é a coisa mais cool que alguém possa fazer hoje em dia.
(O Tio Sam ficou com a cara arrogante do Bush, do consumismo maluco, da obesidade mórbida, dos nerds surtados que atiram nas escolas...sei lá. Tem mesmo muita coisa esquisita na cultura americana, mas tem coisas que só eles mesmo! é côôisa de americano...)
Só que a América ainda tem um encanto meio Disneyworldico sobre mim ( vai ver que é porque eu sou assim, easy like sunday morning, believer de tudo. E eles são os masters do cenário, do make believe.)
É o lugar das fachadinhas bonitinhas ( lembro que no Colorado tinha uma ruazinha secundária, que servia para as lixeiras, garagens e outras feiúras da existência humana). Até me faz pensar naquele ditado: Por fora bela viola, por dentro pão bolorento! might be... but I like it, sometimes. Faz bem pras minhas retinas, e pra minha mente, essa ilusão de que o mundo pode ser bonitinho assim.
É o lugar de se fazer dinheiro a sério. Onde um negócio bem sucedido 'se vende', uma coisa assim auto-marketing de primeira categoria: tem lojinha de restaurante que vende até o cardápio. Eu, particularmente, acho irresistível aquela 'passadinha na lojeenha'. Imagina sair de Alcatraz, aquela prisão super-duper que o Al Capone ficou nos anos 60, pensando que nem devia ser tão mal assim ficar preso lá? querendo comprar réplica da canequinha, da chave, do regulamento. Americano vende o que quiser, é toda uma atmosfera de consumo que te envolve, sabe? coisa sééria...ah, se eu tivesse um esquema de envio de containeres pra cá...
É o lugar onde as coisas acontecem primeiro (I got this feeling): Acho uma graça o eco-papo de re-use/reduce/recicle, mas sinceramente achava que tava longe de realmente "pegar", virar uma coisa cotidiana nas nossas vidas. Fiquei bem impressionada com a quantidade de lixeiras públicas com separação de lixo reciclável, sacolas de papel, ecobags...enfim, uma presença interessante da preocupação com o lixo e com a água, principalmente. Tudo bem que os Estados Unidos são os maiores poluidores do mundo e estamos falando da Califórnia, um estado mais rico e mais "papo-cabeça", terra de Jack Johnson, mas eu gostei de ver. Dá aquela sensação de 'é possível' (you know me, believer de dar dó.)
Ah, e tem a língua e o jeitinho deles de falar, que eu acho 'comfy', como uma apple pie fumegante...( eu sei que eu sou louca!)
Ô gente educada! é sorry pra lá, excuse me pra cá, may I help you acolá, what you may wanna do... adoro! eu acho de uma gentileza! uns genDelmans (e womans).. aquela coisa do "servimos bem para servir sempre" deve ter sido inventada lá.
Não sei se em todo lugar é assim, mas vou falar que a Califórnia tem os mendigos mais simpáticos do planeta! bem humorados, sorridentes, cantarolantes, mesmo com aquele vento gelado. E se vc fala que não tem moedinhas, eles te deixam em paz, sem rancores, desejam happy holidays e tudo. Sweeties!
Só mais uma coisa: americano é o povo mais honesto do mundo ou o quê? como assim vc mesmo passa e paga suas compras num caixa self-service? Só a gente tem idéias mirabolantes?

Ah gentê, eu não vivo a vida sobre as ondas- pelo menos não nessa encarnação- mas o meu destino é ser star, de preferência de um filme bem assim, californiano, de gente fina elegante e sincera, onde tudo é bonito e funciona.

Cereja do bolo: Arnold-I'll be back-Schwarzenegger governa a California. Ain't that perfect?
I'm back.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

lost in translation II

22/11
Amazon.com informa:
seu pedido feito em 18 /11/2008 tem data estimada de chegada em 01/03/2009
(wow! aposto que o $$$ cai na fatura do cartão esse mês- diria o meu lado Rabujo...)
23/11
Amazon.com informa:
Achamos que gostaria de saber que seu pedido foi enviado ( !!! )

Vai navegar os sete mares antes de chegar? é isso?
I believe in compras online.
Tico-e-teco acreditam que a Amazon sabe o que faz, ela fala inglês.

lost in translation

Beijo na Boca, Não!
Baseado numa opereta, o filme traz um industrial que acredita ser o primeiro homem de sua mulher, sem saber que ela esconde um antigo casamento com um americano. (Comédia)
Nome original: Pas Sur la Bouche
País: França/Suíça/2003
Direção: Alain Resnais
Com: Audrey Tautou, Isabelle Nanty e Sabine Azema

- cinema inteligeitor, vamo?

(...Ah, seems nice. Estimular o cérebro com essas coisas de gente que pensa, né? sempre vai bem. Audrey Tautou é a Amelie Poulain, gracinha! eu gosto dela. A historinha tem potencial. E a companhia é boa!)
- Mas eu vou chegar bem em cima da hora, provavelmente depois dos trailers. bato o ponto e vou. bj.

- oi. acabou de começar. primeira cena, tiros na boate, parque de diversões, eles se conheceram..e taí.
- ah tá...
...
(tututu..ué? o ex marido não era americano? esse cara é francês!...tututu... cadê a Amelie?... engraçado como a gente se acostuma com uma determinada cultura cinematográfica, filme francês é estranho, as pessoas não mostram o que sentem realmente...essa mina é estranha... agora! agora! é a Amelie ali no fundo... ah não...muito velha... cadê o americano?.... não era comédia? ninguém tá rindo. Caramba! colocaram o nome da atriz da Amelie pra atrair freguesia? que bizarro... viu, cérebro? novas cultuuras...)
- ah, os franceses..eles sofrem...
- é, achei ela estranha.
- Vamos ouvir o Meirelles falar sobre o Ensaio? inteligeeeitor!
- vamo, vamo... (quem sabe me dá vontade de assistir o filme, hahaha)
- Você ainda não assistiu? Meu Deeus! e eu te trouxe aqui pra ouvir tudo isso!
- Nãão, mas agora fiquei com vontade. O Meirelles é fofo e eu precisava desse 'direcionamento', tava meio com preguiça. (oops)
- Ah, eu queria mesmo assistir esse "Beijo na Boca, Não!"
- Como assim? ( não foi o que a gente acabou de assistir? o francês que mentiu sobre a Amelie e o ex marido americano?)
- Uuups. não te falei?
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Completely lost.

é foda, tico-e-teco não estão acostumados com merci-beaucoup, ficaram perdidinhos.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

coisas que, aparentemente, só eu não sabia III

Então, eu passo metade da minha vida imaginando que foi uma turma de modernos do colegial do Colégio São Marcos de Mogi das Cruzes que inventou a genial frase "sou chato e não me aguento, só me atirando no mar"... ( uso sempre )
Ainda ressoa na minha mente a voz do Cebola (foi o Cebola mesmo quem interpretou? alguém lembra?) declamando em tom teatral, percorrendo o palco de madeira do Salão Nobre.
Eis que 150 anos depois, descubro que isso é Oswaldo Montenegro! o marido (ex?) da Paloma Duarte. Isso é uma música? é teatro poético papo cabeça de jovem da PUC?

Êêê mundão! quanta surpresa me reservas? hã?
ah..e é 'só me tacando no mar'
hunf. praticamente um cristal esmigalhado, essa minha inocência juvenil!

O Chato
Oswaldo Montenegro

Ah, todo chato é bonzinho
Nunca nos fez nenhum mal
Ah, todo chato é calminho
Como se faltasse sal
Ah, todo chato te conta
Aonde passou o Natal
E sempre te da um dica
De onde ir no carnaval
Ah, todo chato cutuca
Pra você prestar atenção
Chama cabeça de cuca
E arranha um violão
Diz que inventou uma música
E toca as seiscentas que fez
E quando você abre tua boca e boceja
Ele toca tudinho outra vez
Ah, todo chato é gosmento
E não há como evitar
Eu sou um chato e meu Deus não me agüento
Só me tacando no mar

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

coisas que, aparentemente, só eu não sabia II

que é possível calcular - de cabeça, em segundos - e acertar (!!!) a quantidade de sacos de ração para cães vendida anualmente nos EUA, assim, sem dados.

ou a quantidade de máquinas de lavar louças existentes na cidade de São Paulo.

ou a quantidade de pessoas que já passou pelo Planeta.

!!!

Cálculos simples, assim.
Os Amigos-Inteligentes fazem isso por aí, em mesas de bar
Coisa liiiinda de se ver!

coisas que, aparentemente, só eu não sabia

que a cerveja, na Idade Média, servia para que as pessoas não bebessem água suja *

ainda bem que hoje em dia tem a 'mouse' ( malzbier), dociiinha, pra quem já tem paladar mais desenvolvido ;)

* ouvi numa Discovery da vida